Minha Vida e Obra é o livro que Henry Ford escreveu junto com o jornalista Samuel Crowther. Em 1º de abril de 1913, no chão da fábrica de Highland Park, um cronômetro mediu a montagem do magneto do volante do Model T: vinte minutos com um homem só. Dividida em vinte e nove operações e com a velocidade da esteira ajustada, a mesma montagem caiu para cinco minutos.
O episódio segue o mesmo corte de desperdício em outros números do livro: a padronização do Model T na cor preta (não por economia de tinta, mas porque os vendedores não viam a vantagem de produção de um carro só), o salário mínimo de cinco dólares por dia de 1914, que derrubou a necessidade de contratar 53 mil homens por ano para 6.508, e o parafuso redesenhado que economizou meio milhão de dólares por ano.
O ponto alto é a crise de caixa de 1920 e 1921: a Ford devia 58 milhões de dólares e tinha 20 milhões em caixa. Três meses depois, sem pedir nada a banco nenhum, o caixa somava 87,3 milhões. O episódio fecha com a mesma lógica testada fora da fábrica de carros, no trator Fordson negociado com o governo britânico durante a guerra, e na escola técnica que a empresa abriu para meninos que tiveram que deixar a escola cedo.
Obra em domínio público. Os números e as passagens citadas foram lidos na edição em inglês do Project Gutenberg e conferidos um a um contra o arquivo; a versão em português no episódio é tradução livre nossa.
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