A guerra na Ucrânia entrou numa nova fase de intensidade, com Kiev a apostar numa estratégia de desgaste progressivo da capacidade militar e económica russa. Nos últimos dias, mísseis ucranianos atingiram refinarias estratégicas, estaleiros navais na Crimeia e uma fábrica de titânio em Volgogrado, enquanto a destruição de pontes na região de Luhansk visa cortar linhas de abastecimento russas. Do lado russo, a propaganda oficial esforça-se por apresentar os ataques de drones às portas de Moscovo como exercícios de treino para a defesa antiaérea, numa narrativa cada vez menos credível perante a opinião pública.
No plano interno russo, crescem os sinais de tensão, com um veterano do Donbass a publicar um vídeo ameaçando que o exército poderá voltar as armas contra o Kremlin, tendo sido detido 11 dias depois. No Médio Oriente, os movimentos anti-iranianos multiplicam-se: o Líbano renegociou as condições de presença israelita no seu território, o Iraque lançou uma operação anticorrupção com recurso a forças treinadas pela NATO, e sinais de mudança surgem também nas ruas de Beirute, onde cartazes pró-Irão foram substituídos por outros com a mensagem “O Líbano primeiro”.
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