A Ucrânia continua a enfrentar uma batalha em múltiplas frentes, que vai muito além do campo de batalha. No plano interno, a corrupção permanece como um dos maiores obstáculos à integração europeia, com os embaixadores da União Europeia em Kiev a reunirem-se com os órgãos anticorrupção ucranianos para reforçar o apoio às reformas exigidas por Bruxelas. A UE insiste na independência destes organismos face ao controlo do executivo de Zelensky, numa altura em que cinco iniciativas legislativas anticorrupção permanecem suspensas no parlamento ucraniano.
No plano político, o debate sobre a realização de eleições na Ucrânia ganha força, mas esbarra na realidade de uma guerra que torna qualquer processo eleitoral de difícil execução, sem garantias de cessar-fogo por parte de Moscovo. Enquanto isso, o Kremlin recorre à propaganda para alimentar o moral interno, instrumentalizando a descoberta de relíquias de um príncipe medieval no Kremlin para fins patrióticos, numa narrativa que historiadores descartam como manipulação deliberada.
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