A Rússia continua a intensificar os bombardeamentos sobre cidades ucranianas, numa estratégia que visa tornar o quotidiano insuportável para a população, mas Kiev responde com ataques cada vez mais profundos em território russo: drones ucranianos atingiram depósitos de combustível, instalações portuárias e a sede da rede social VKontakte em São Petersburgo.
Em paralelo, a relação com Washington continua a ser fonte de incerteza. José Milhazes vê em Donald Trump uma espécie de “marioneta” de Putin, que consegue, sem negociar, o que nunca conseguiu impor: a pressão para a realização de eleições e a mudança na liderança ucraniana, enquanto as sanções a Moscovo são suspensas. Rogeiro, mais cauteloso, aponta a “imprevisibilidade da Casa Branca” como o verdadeiro problema, notando que as limitações no acesso ao sistema Starlink e o argumento de Marco Rubio sobre o gasóleo russo apenas aprofundam a confusão.
Quanto à Europa, ambos concordam que não tem capacidade para substituir os Estados Unidos, apesar de, no último Conselho Europeu, todos os países, Hungria e Eslováquia incluídos, terem declarado apoio a Kiev. Rogeiro realça o argumento de Zelensky, que perguntou aos líderes se querem acolher mais de 20 milhões de refugiados ucranianos. Ouça aqui o Guerra Fria em podcast, emitido na SIC na noite de 18 de outubro.
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