Nesse pequeno trecho eles falam sobre como, por trás do gesto aparentemente inocente em parabenizar e celebrar a si mesmo e ao outro, podemos encontrar premissas modernas que, ao contar com nosso consentimento, contribuem para o aprofundamento de violências sistêmicas.
Geralmente, celebramos o sucesso, a superação e a conquista. Essas são as direções afetivas perseguidas por um mundo cujas pessoas estão com poros de sensibilidade entupidos e sentido de responsabilidade enfraquecido. A demasiada ênfase na celebração nos faz incapazes de segurar espaço e sustentar presença em momentos desconfáveis, aqueles que são necessários para evidenciar os aspectos feios, sujos, incômodos e vergonhosos em nós e que poderiam nos levar a maneiras mais sóbrias e justas de nos relacionarmos uns com os outros e com a vida.