No texto e vídeos que acompanham esse trabalho eu mostro como o cenário provável de quem até 2050 tenhamos que viver com menos de 40% da energia fóssil que hoje temos disponível tem que mudar a maneira que pensamos a macro política e o papel que ela deve ter. A direita não conseguirá manter seu projeto de economia de crescimento constante sem saquear ainda mais da população e isso levará a manifestações e revoltas constantes gerando muito conflito e instabilidade.
A esquerda liberal que chegou no poder, por outro lado, também não conseguirá manter os programas de apoio social tão necessários porque não consegue enfrentar a elite financeira para assegurar que a energia restante esteja disponível para os setores mais vulneráveis da população. Nosso papel daqui pra frente é buscar o máximo de autonomia e independência possível das instituições que já estão em colapso.
Devemos defender e melhorar os serviços essenciais e gratuitos como saúde e educação, mas em uma lógica distribuída e descentralizada, respeitando as características e demandas de cada região e incentivando as soluções ecológicas que diminuem drasticamente o consumo da energia fóssil e tornam dispensáveis muitos dos gastos públicos pensados para sistemas lineares, petroquímicos e na escala industrial. O Estado vai encolher junto com o declínio energético e a grande maioria das pessoas não está se preparando para isso.
Grande parte das indústrias necessárias para manter a macro escala hoje, não poderão ser mantidas amanhã e teremos gasto energia que poderia ter sido gasta preparando o mundo pós-industrial. Uma esquerda radical talvez tenha condição de trazer essas mudanças que exigem descentralização do poder político para os municípios, mas só se estudar muito sobre a questão energética, a economia e o desenho ecológicos. É essencial que não nos desarticulemos uns com os outros em função do voto! O crescimento da extrema direita e da esquerda radical mostra que as pessoas querem ruptura com o progressismo.
O recorde de mais de 30 milhões de abstenções indicam o colapso da macro política. As pessoas já não acreditam mais nessa instituição. O texto está mais completo e o vídeo traz um bom resumo da necessidade de não brigarmos entre nós para podermos articular alternativas depois.
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