A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo.
O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total.
Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita.
O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje.
Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas.
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