Duas baleias-jubartes identificadas por meio do padrão único de suas caudas surpreenderam cientistas ao estabelecer um recorde de migração entre áreas de reprodução no Brasil e na Austrália. Conversamos com dois pesquisadores envolvidos no estudo, Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, e Stephanie Stack, co-autora da pesquisa e candidata a doutorado na Universidade Griffith, em Queensland.
Duas baleias-jubartes identificadas por meio do padrão único de suas caudas surpreenderam cientistas ao estabelecer um recorde de migração entre áreas de reprodução no Brasil e na Austrália. Conversamos com dois pesquisadores envolvidos no estudo, Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, e Stephanie Stack, co-autora da pesquisa e candidata a doutorado na Universidade Griffith, em Queensland. A distância de 15 mil quilómetros desafia o que se conhecia sobre os deslocamentos da espécie e sugere que as populações podem estar mais conectadas do que se imaginava. O estudo, publicado na revista Royal Society Open Science, documenta pela primeira vez esse tipo de travessia entre oceanos e levanta novas questões sobre comportamento, genética e conservação das baleias.