Será que o amor pela família é algo automático? Entender as violências e privações que os nossos pais sofreram é o suficiente para apagar as marcas que essas mesmas violências deixaram em nós?
Nosso Chá de hoje acolhe a história de uma mulher que, apesar de ter construído uma vida confortável e feliz, lida com a culpa de não sentir amor pelos pais.
Refletimos sobre como a pobreza e a sobrecarga materna massacram a infância, dificultando a construção de vínculos afetivos profundos.
Discutimos a diferença entre o entendimento racional de saber que a mãe fez o que pôde naquelas condições e o sentir primitivo, que guarda a memória do grito, da palmada e da ausência de colo.
Quero te lembrar que não existe um jeito único de amar e que você não é fria ou insensível por ter desenvolvido ferramentas de desapego. A sua história é feita de circunstâncias e personalidade, e você ama da forma que é possível amar.
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✦ Créditos ✦
Conceito, Roteiro e Direção: Elisama Santos e Natália Araujo
Cenário e Produção: Natália Araújo
Filmagem e Edição: Natália Araújo