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ANDREAS KISSER, 80 PAÍSES E A ÚLTIMA TURNÊ DO SEPULTURA 🎸 - Conexão Viagem #97

Dela

No episódio 97 do Conexão Viagem, Sheila Magalhães e Rodrigo Possatto recebem uma lenda do heavy metal mundial: Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Na reta final da turnê de despedida da banda, que se encerra em 7 de novembro, em São Paulo, ele abre o diário de bordo de quase 40 anos de estrada e cerca de 80 países. 🎸


A primeira página? Um ônibus de linha saindo de Belo Horizonte em 1987 rumo a Caruaru, para levar thrash metal à capital do forró.🚌


Daí em diante, cada carimbo virou história. Em Viena, em 1989, pouco antes da queda do Muro de Berlim, um fã veio de Budapeste sabendo todas as letras do disco. Na Indonésia, em 1992, a banda encarou uma junta militar logo no desembarque e depois foi recebida como os Beatles, com estádios para 60 mil pessoas. No Egito, o show nunca aconteceu (o promotor foi preso!), mas deu tempo de entrar na pirâmide e ficar frente a frente com a Esfinge. ✈️


Na Rússia, foram 13 shows, de Vladivostok à Sibéria, dividindo o palco com bandas que misturam guitarra pesada e instrumentos tradicionais. 🌍


Tem viagem que muda a cabeça. Aos 13 anos, Andreas conheceu Maribor, na antiga Iugoslávia, e a casa onde a mãe nasceu, com direito a banho de banheira com a mesma água para a família inteira. Anos depois, os dois dias com os Xavantes, no Mato Grosso, durante a gravação do disco Roots, fizeram o relógio perder o sentido: foram umas 36 horas acordado, só ouvindo a floresta. 🛖


Hoje, em turnê, ele sai de bicicleta sem rumo, e foi assim que esbarrou numa casa de campo de Richard Wagner na Suíça. 🚲


O papo abre espaço para afeto e memória. Andreas lembra o dia em que Ozzy Osbourne, seu ídolo máximo, pegou a filha Júlia no colo no backstage, e fala com delicadeza sobre Patrícia, companheira de 32 anos, que morreu em 2022. Dessa perda nasceu uma causa: falar mais sobre a morte e sobre cuidados paliativos. E ele sugere um jeito de viajar com esse olhar, conhecendo o México e a forma como o país celebra seus mortos. 🕯️


No bate-volta, Santiago do Chile leva o título de público que canta mais alto que a banda, Salvador é a cidade onde ele se sentiu mais brasileiro e o Alasca fica como a dívida que o Sepultura não pagou. O próximo destino? O Japão com a família, com subida ao Monte Fuji no roteiro. 🇯🇵


Para ele, todo mundo deveria sair da própria ilha ao menos uma vez na vida: dormir mal, comer algo que não gosta, passar um perrengue e voltar se conhecendo melhor. 🧳


➡️ O episódio completo com Andreas Kisser você encontra no YouTube do Conexão Viagem, no seu tocador de podcast preferido, na TV e no streaming.

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