Neste episódio respondo a uma carta da Liliana, psicóloga numa casa de acolhimento há vinte anos.
Entre as perguntas que me envia, há uma que vem de uma jovem de 17 anos que cresceu em instituições: «Gostei de pessoas que foram embora e me esqueceram. […] Sei que ainda posso ser feliz, mas a minha infância já foi. Que conselho me daria?»
A partir daí, falamos sobre o que acontece quando aprendemos demasiado cedo que as pessoas podem desaparecer, sobre a construção de vínculos em novas famílias, sobre quando uma criança pode precisar de acompanhamento psicológico, o humor dentro da terapia e o contacto entre pacientes e terapeutas fora das sessões.
Uma carta sobre aquilo que fica em nós depois de alguém partir e a possibilidade de uma ausência não significar esquecimento.
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