Uma crise de reputação raramente começa no dia em que rebenta. O abandono do estágio da seleção por Cristiano Ronaldo, seguido de um comunicado com oito condições para voltar, abre uma conversa sobre gestão de crise, redes sociais e o peso de um texto escrito a quente. Do protocolo de Estado em Belém à sala de imprensa de um clube de futebol, fala-se do que se diz, de quando se diz e do que fica por dizer. João Gabriel foi jornalista, assessor do Presidente Jorge Sampaio durante dez anos e diretor de comunicação do Benfica durante oito.
Destaques desta conversa:
O comunicado de Cristiano Ronaldo e a razão por que agravou a crise
A mancha reputacional que fica depois de uma polémica pública
O Instagram como canal: muito alcance e nenhum destinatário
Gratidão e renovação, quando o último jogo é sempre o próximo
Jorge Jesus, Mourinho e a forma de conduzir uma conferência de imprensa
Starbucks e United: duas crises que não estavam no manual
O primeiro impacto não se controla, mas o que vem a seguir sim
Tudo comunica, até o email que fica sem resposta
Oslo, 1996: Jorge Sampaio, a CNN e um protocolo cumprido com uma frase
De repórter da TSF em Timor a assessor em Belém
“Acho que há uma mancha reputacional que o Ronaldo não vai conseguir apagar.”
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