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Episódio 191 – “O Paradoxo dos Gémeos” – Conversa com João Marçal

Dela

João Marçal nasceu em Santarém, em 1980.

Cresceu e viveu em Coruche até 1999. Nesse ano, mudou-se para o Porto, onde iniciou a licenciatura em Artes Plásticas, vertente Pintura, na Faculdade de Belas Artes, concluída em 2004. Ainda durante a sua formação, começou a expor o seu trabalho no contexto dos espaços geridos por artistas do Porto. A sua primeira exposição individual Oll Korrect, em 2003, no PêSSEGOpráSEMANA, foi o catalisador para uma sequência de oportunidades de exposição e determinante para a disseminação e desenvolvimento consistente da sua prática. Após uma estadia em Nova Iorque em 2017, no âmbito de uma residência artística apoiada pelo Atelier Júlio Pomar/EGEAG, mudou-se para Lisboa em 2018, cidade onde atualmente vive e trabalha.

O seu trabalho desenvolve-se sobretudo através da pintura, recorrendo pontualmente a outros meios como o desenho e a ilustração, o mural, a instalação, o som, o ready-made ou a cerâmica. Para o artista, a pintura é em si um instrumento dinâmico de reflexão, onde prática e teoria se cruzam de forma indistinta. Pintar implica sempre uma investigação simultaneamente visual, ótica, espacial, narrativa e simbólica, e conceptual, filosófica, histórica e cultural. A sua abordagem aproxima-se de uma compreensão de natureza fenomenológica, em que a pintura pode ser entendida como uma continuidade sensível com o sujeito.

O seu trabalho estabelece relações de equivalência e intersecção entre elementos do quotidiano banal, muitas vezes invisíveis pela sua própria irrelevância, e a dimensão mais “nobre” dos objetos-imagem no contexto artístico. Detalhes provenientes de transportes públicos, padrões de tecidos, design de embalagens, logótipos ou elementos arquitetónicos são deslocados do seu contexto original e reconfigurados nas suas obras. Estes elementos emergem de um arquivo mnemónico afetivo que, por vezes, se expande para um imaginário coletivo mais específico, sobretudo associado às décadas de 1980 e 1990, introduzindo assim um vetor temporal significativo no trabalho.

Os padrões assumem um papel central enquanto solução compositiva, na medida em que a repetição coerente das unidades sugere uma possibilidade de continuidade infinita, criando o paradoxo de inscrever a ideia de infinito dentro dos limites de uma imagem autónoma.

 

Links:

 

https://joaomarcal.com/

 

https://residencyunlimited.org/residencies/joao-marcal/

 

https://contemporanea.pt/edicoes/10-11-12/joao-marcal-oh-my-dog

 

https://galeriasmunicipais.pt/exposicoes/inner-8000er/

 

https://marcaldoscampos.bandcamp.com/album/nova-emo-o

 

https://soundcloud.com/marcal-dos-campos

 

https://www.publico.pt/2025/06/19/culturaipsilon/entrevista/pintura-joao-marcal-faz-desaparecer-tela-acolhe-2136774

 

https://zedosbois.org/en/programa/pizza-space-time/

 

Episódio gravado a 17.04.2026

 

Créditos introdução e final: David Maranha

 

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