Empresas familiares que atravessam gerações costumam ter uma característica em comum: conseguem pensar no longo prazo sem deixar de mudar quando o mundo muda.Para André Farber, CEO da Riachuelo e primeiro executivo de fora a comandar a companhia em quase oito décadas, essa combinação passa pela “visão de dono”.Foi com ela que Farber chegou à Riachuelo há três anos, depois de uma pandemia que deixou a empresa “muito machucada”. O desafio era fazer um turnaround sem perder a alma do negócio.“A gente vem investindo muito em gente, em tecnologia e também em processos. São essas três frentes que têm ajudado a melhorar nossa produtividade e eficiência,” disse Farber. Segundo o CEO, esse trabalho ajudou a recuperar entre 5 e 6 pontos percentuais de margem nos últimos anos.Mas implementar tecnologia não significa automaticamente gerar valor.Tracy Francis, sócia sênior da McKinsey e managing partner para a América Latina, disse que apenas uma pequena parcela das empresas já consegue demonstrar valor significativo com AI. Para ela, os maiores ganhos virão de companhias dispostas a redesenhar processos inteiros – da previsão de demanda à produção e à venda.No novo episódio do McKinsey Talks, Farber e Tracy discutem como empresas familiares conseguem atravessar gerações, o desafio brasileiro da produtividade e como AI, indústria e novas formas de consumir estão redesenhando o varejo.Ouça o sexto episódio do McKinsey Talks, uma parceria da McKinsey Brasil com o Brazil Journal.
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