Um jovem ouvinte conseguiu juntar 80 mil euros, já tem uma parte desse dinheiro investida, prepara-se agora para comprar casa e surge uma dúvida muito importante: deve vender os investimentos e dar uma entrada maior ou manter o dinheiro investido e pedir mais ao banco?
Neste episódio do podcast Vamos a contas, explico como fazer esta escolha sem cair na tentação de olhar apenas para a rentabilidade dos investimentos ou para a prestação do crédito.
Quanto deve reservar para a entrada e para todas as despesas da compra? Quanto deve ficar disponível como fundo de emergência depois de receber as chaves? Faz sentido vender investimentos de longo prazo para reduzir o crédito? E como comparar o custo certo dos juros do empréstimo com uma rentabilidade futura que nunca é garantida?
Há ainda uma pergunta que pode ajudar a decidir: se não tivesse já esse dinheiro investido, pediria mais dinheiro emprestado ao banco para o colocar na bolsa?
Faço as contas e explico os critérios que usaria para encontrar um equilíbrio entre três objetivos: ter uma prestação confortável, manter liquidez suficiente para imprevistos e não sacrificar desnecessariamente investimentos pensados para o longo prazo.
Porque a melhor entrada para uma casa não é necessariamente a maior. É aquela que permite comprar casa sem comprometer o resto da vida financeira.
Boas poupanças!
🎧 Sonoplastia: Filipe Cruz Instagram: @filipe.cruz470
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