Para compreender o que Espinosa chama de afeto, é preciso distinguir o conceito da ideia habitual que fazemos dos sentimentos. A alegria não tem imagem; a tristeza tampouco. Podemos sorrir de desespero, tanto quanto chorar de admiração. Em outras palavras, não é simples correlacionar as expressões costumeiras de felicidade e infelicidade aos afetos de alegria e tristeza. A conclusão lógica é que uma poesia, mesmo triste, pode ser resultado de um processo expansivo, que o filósofo chamaria de alegria. Mas permanece um incômodo: a tristeza nunca pode ser boa?
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