Há duas décadas que o futuro da Segurança Social é apresentado como uma ameaça iminente, mas as previsões sobre o momento em que o sistema entraria em défice têm sido sucessivamente adiadas. Entre excedentes acumulados e um Fundo de Estabilização que se aproxima dos 50 mil milhões de euros, José António Vieira da Silva analisa a distância entre o alarme sobre a sustentabilidade das pensões e a evolução efetiva das contas. Responsável pela reforma da Segurança Social de 2007, o ex-ministro socialista revisita quase duas décadas de evolução do modelo português e apresenta a sua leitura sobre os desafios que se colocam às próximas gerações. A conversa procura responder a uma questão central: se a Segurança Social precisa efetivamente de uma transformação estrutural e, em caso afirmativo, que consequências pode ter para quem hoje trabalha e desconta para a sua futura pensão.
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