No “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 29, Carlos Andreazza fala sobre o senador Flávio Bolsonaro e as consequências de sua fuga do país.

Após fugir do Brasil para Miami, nos Estados Unidos, o candidato derrotado à Presidência da República divulgou carta nesta quarta-feira, 28, agradecendo aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em tom golpista, o senador se autodeclarou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

É a primeira vez que ele se manifesta após deixar o País.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi procurado pelo Estadão, mas não respondeu.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, ao Estadão, em sua primeira entrevista exclusiva após ser reeleito, que aconselhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a não deixar o Brasil após derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial.

“O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, o (Rogério) Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas – foi que ficasse (no Brasil)”, contou Tarcísio, emendando, no entanto, que não julga a decisão de Flávio de fugir para os Estados Unidos.

A entrevista com o governador se deu minutos antes de Flávio divulgar uma carta golpista em que se autodeclara “presidente eleito” do Brasil.

O governador contou ao Estadão que não tinha conhecimento do plano de fuga do aliado.

Após a entrevista, ao saber da carta de Flávio, o governador afirmou que é preciso respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 28, que não se envolverá na turbulência pós-eleitoral no Brasil, após Flávio Bolsonaro — que chegou nesta quarta ao território norte-americano depois de ser derrotado nas urnas — declarar-se o “verdadeiro presidente eleito” brasileiro em uma carta golpista.

“Bem, não vou fazer comentários sobre isso, mas sei que demos a ele permissão para entrar no país; então, vamos ver”, disse Trump a repórteres ao ser questionado sobre a declaração de Bolsonaro, seu aliado de direita.

“Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo.”

Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é importante

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